Foi à partir da apresentação de meu trabalho : Coordenação e Ritmo no Sapateado
Americano, no "1° Congresso Dança Educação Física", em 1983, que coloquei em prática aspectos sobre a técnica onde se buscava maior rendimento sem afetar as articulações, utilizando os movimentos de uma maneira mais natural.
Como o sapateado é uma atividade que utiliza movimentos com bastante impacto, as articulações, principalmente as dos joelhos, estão freqüentemente sendo solicitadas de maneira muito intensa. Quando era indagada pelas pessoas se o sapateado não era prejudicial para os joelhos, sempre explicava que tudo dependeria da maneira como ocorria o amortecimento das articulações e, em seqüência, o impulso para o próximo movimento.
Além deste fator, a maneira como se utiliza os núcleos dos movimentos
( articulações responsáveis pelo movimento ) para se fazer os passos, é um outro diferencial desta técnica, pois, as articulações estão sempre relaxadas, com uma duplicidade de ação, onde em determinados momentos são temporariamente tensionadas.
Eu sempre utilizei essa técnica em minhas aulas, e, com minhas assistentes, inicie um processo de implantação deste sistema eficaz dentro de uma metodologia. Foi quando nasceu o Método Marchina que, além de São Paulo, capital e interior, também é aplicado no estado do Rio Grande do Sul.
Registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro desde 1988, o método é comprovadamente eficaz, submetendo os alunos filiados ao método a exames periódicos para a mudança de nível.
O professor que desejar se filiar ao método, deverá fazer cursos, iniciando com o Preparatório, onde ele terá, entre outras coisas, a compreensão da filosofia do trabalho e da técnica na aplicação dos fundamentos.